A cirurgia oncológica não é tão “popular” quanto a quimioterapia e a radioterapia, mas está ao lado delas para promover um tratamento do câncer eficaz. Essa intervenção é uma das principais formas de tratar os mais diversos tipos de câncer. E é muito comum que surjam dúvidas sobre este assunto.
No entanto, é importante ter cautela sobre onde se busca informações a respeito. A Internet está repleta de dados capazes de transformar mitos em verdades. Pensando nisso, elaboramos um material que pode esclarecer todas as suas dúvidas sobre a cirurgia oncológica.
Os mitos e verdades sobre a cirurgia oncológica
Entender os passos do tratamento — e acabar com a mítica em torno da doença —, é um dos caminhos mais eficazes para lutar contra o câncer. Assim, queremos afirmar que uma cirurgia segura é aquela que acontece a tempo e é realizada por uma equipe profissional especializada.
Além desses fatores, a informação correta também garante mais segurança e tranquilidade ao paciente, o que contribui para a evolução do tratamento. Por isso, a partir de agora, você poderá ver crenças comuns sobre a cirurgia do câncer e nossa explicação sobre cada uma delas. Acompanhe:
1. O cirurgião decide sozinho todas as etapas do tratamento
Mito
A equipe multidisciplinar qualificada é essencial desde o preparo pré-operatório. O cirurgião faz o procedimento cirúrgico, mas precisa do apoio do time engajado no melhor resultado. Por exemplo, junto a ele tem o patologista que analisa a extensão da cirurgia e garante que não será deixada doença residual. Os trabalhos mostram que quando os casos são decididos em grupos multidisciplinares que contam com a presença de cirurgião oncológico, oncologista clínico e radioterapeuta, os pacientes possuem um melhor resultado.
2. O câncer é uma doença tempo-dependente
Verdade
O diagnóstico precoce e, consequentemente, o início rápido do tratamento aumenta significativamente as chances de cura. Em alguns tipos de câncer, descobrir a doença no início, pode aumentar em até 99% as possibilidades de recuperação.
3. Não existe tratamento paliativo para o câncer
Mito
Em muitos casos, enquanto se aguarda a realização da cirurgia, é possível usar alternativas para a melhoria da qualidade de vida. Quando — ou enquanto — não há como tratar objetivamente um tumor, há como permitir o controle da dor, o acompanhamento psicológico e nutricional do paciente e tornar esse processo menos doloroso difícil. A qualidade de vida do paciente é sempre uma das metas do tratamento oncológico.
4. A videolaparoscopia é a técnica cirúrgica mais indicada.
Verdade (Depende)
A videolaparoscopia já uma técnica bem sedimentada na cirurgia oncológica. Contudo, o paciente e, principalmente, o tipo de tumor e o estágio do mesmo devem ser avaliados cuidadosamente por um especialista. Quando bem indicada, os trabalhos mostram a mesma taxa de cura com morbidade e até mortalidade menores.
Os principais benefícios são o menor risco de hemorragias, a rápida recuperação do paciente, as poucas chances de complicações e o menor incidência de dor operatória.
A cirurgia por videolaparoscopia é realizada a partir de pequenas incisões suficientes para a passagem dos instrumentos cirúrgicos, entre eles uma câmera que transmite imagens em tempo real para o/a cirurgião (ã).
5. Todo tumor precisa ser tratado cirurgicamente
Mito
Antes de tudo, é bom ter em mente que nem todo tumor é câncer. Os tumores podem ser benignos ou malignos (quando indicam o câncer). Mesmo nestes casos, a cirurgia não é a única alternativa de tratamento. Quando não há possibilidade de remoção cirúrgica, geralmente pela grande extensão da doença, são adotadas medidas terapêuticas para controlar os sintomas e aumentar a sobrevida do paciente.
6. A cirurgia oncológica faz parte do tripé para o tratamento do câncer.
Verdade
A cirurgia oncológica pode ser adotada para o diagnóstico, estadiamento (para determinar a extensão) e tratamento da neoplasia maligna. Os dois procedimentos que acompanham a intervenção cirúrgica são a radioterapia e a quimioterapia. Eles formam os pilares que em que se apoia o tratamento da doença.
7. Toda cirurgia oncológica é feita com anestesia geral
Mito
A cirurgia oncológica, como toda e qualquer intervenção cirúrgica, necessita do uso de anestesia. Mas isso não quer dizer que ela deve ser, necessariamente, a anestesia geral. Dependendo da extensão e da complexidade do procedimento, a anestesia pode ser geral, tópica, local ou regional. Entenda quando cada uma é, geralmente, indicada:
- anestesia local – indicada para biópsias;
- anestesia tópica – aplicada especificamente na região operada;
- anestesia regional – utilizada em cirurgias menos complexas, para apenas uma parte do corpo;
- anestesia geral – recomendada em procedimentos mais complexos e de grande porte.
8. A cirurgia oncológica exige cuidados adicionais
Verdade
Assim como em outras intervenções cirúrgicas, a cirurgia oncológica também exige cuidados tanto no pré quanto no pós-operatório. Antes do procedimento, o paciente passa por acompanhamento nutricional e avaliação geral para afastar ou controlar doenças pré-existentes.
Já no pós-cirúrgico, uma série de medidas são adotadas para acelerar a recuperação. Elas variam de acordo com a técnica utilizada.
O sucesso no tratamento do câncer também está ligado a fatores psicológicos e emocionais. E para combater a ansiedade e o medo nada melhor do que saber tudo sobre os procedimentos que serão adotados. Portanto, a relação de confiança entre o paciente e o/a cirurgião(ã) que o acompanha é fundamental.
Neste sentido, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica trabalha para aproximar especialistas de pacientes, trazendo sempre atualizações científicas e reunindo a relação de especialistas certificados em cirurgia oncológica, para você se consultar com profissionais qualificados. Aproveite nossos conteúdos e conte sempre com nossos profissionais.



